Brasília tem nome e sobrenome
Por trás da cidade mais planejada do mundo há pessoas de carne, osso e coragem. Conheça quem sonhou, desenhou, construiu e cantou a capital — e por que cada casa nossa leva um desses nomes.
Toda cidade tem heróis. Brasília tem os seus gravados em concreto, em jardim, em azulejo e em canção. São pessoas que apostaram numa ideia que parecia impossível — erguer uma capital no meio do nada — e que, depois, deram alma a ela. Conhecê-las é conhecer a cidade por dentro.
Os fundadores
Juscelino Kubitschek — a coragem
Mineiro de Diamantina, JK transformou uma promessa de campanha — "cinquenta anos em cinco" — na maior obra da história do Brasil. Enfrentou ceticismo, dívida e deserto para entregar Brasília em 21 de abril de 1960. Sem a sua teimosia visionária, a cidade não existiria. Duas das nossas casas o homenageiam: a Villa Kubitschek e a Villa Catetinho — esta última lembra o Catetinho, sua primeira morada na cidade.
Lúcio Costa — o traço
O urbanista que desenhou o Plano Piloto com um gesto de dois eixos cruzados. Foi ele quem inventou a lógica de morar em Brasília: as superquadras, a escala humana, a separação entre o monumental e o cotidiano. A arquitetura da cidade começa nele →
Oscar Niemeyer — a curva
O arquiteto das curvas livres, que deu à capital seus símbolos eternos: a Catedral, o Congresso, o Alvorada, o Itamaraty. Trabalhou até os 104 anos e é, provavelmente, o brasileiro mais conhecido na história da arquitetura mundial.
Os artistas que deram alma
Roberto Burle Marx — o jardim
Pintou com plantas. Transformou o paisagismo brasileiro em arte e ensinou o mundo a enxergar a flora tropical como patrimônio. Os jardins do Itamaraty e tantos canteiros da cidade são dele. O guia de paisagismo é dedicado a ele →
Athos Bulcão — a cor
Vestiu Brasília de azulejo e relevo. Seus painéis modulares — repetição que nunca se repete igual — estão na Igrejinha, no aeroporto e em dezenas de edifícios. É a prova de que o modernismo brasileiro tinha mão de artista e calor humano.
A trilha sonora: a Capital do Rock
Depois dos fundadores, vieram as vozes. Nos anos 1980, a cidade planejada e silenciosa explodiu em som: Renato Russo e a Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, Raimundos e a jovem Cassia Eller. A inquietação de uma geração criada entre superquadras virou alguns dos maiores hinos do rock brasileiro. Por isso, na Villela Stay, a Suíte do Renato Russo e a Suíte da Cassia Eller guardam essa memória.
Durma dentro da história
Não é coincidência que cada hospedagem nossa leve um desses nomes. É uma forma de homenagem — e de convite. Reunir o seu grupo numa casa que se chama Kubitschek, Catetinho ou Gran Villela é fazer parte, por alguns dias, dessa história que ainda está sendo escrita.



